Porto 5 Farense 1: Dragões goleiam algarvios e não permitem festas antecipadas

O Porto recebeu esta noite o Farense, num jogo a contar para a 32ª jornada da Liga NOS, a saber que estava obrigado a ganhar para continuar a sonhar com o título (pelo menos até amanhã). Uns primeiros 20 minutos avassaladores por parte da equipa da casa foram suficientes para construir o resultado e gerir esforço na segunda parte, afundando ainda mais os rubo-negros na tabela classificativa.

Para esta partida, Sérgio Conceição escalou um onze inicial com Marchesín na baliza, defesa com a novidade João Mário na direita, Pepe, Mbemba e Manafá, meio-campo com Otávio, Grujic, Uribe e Luís Diaz e no ataque Toni Martinez e Mehdi Taremi. Em relação ao jogo no Estádio da Luz caíram Sérgio Oliveira por castigo e Zaidu e Marega por opção, um dia depois deste último ter sido oficializado como reforço do Al-Hilal para a próxima temporada.

Já o Farense, a precisar de pontos para fugir à despromoção, apresentou-se num 4x3x3 com o experiente Beto na baliza, Tomás Tavares, César, Cássio e Abner na linha defensiva, trio de meio-campo habitual com Amine, Jonathan Lucca e Ryan Gauld, Licá e Bilel nas alas a apoiar o ponta-de-lança Pedro Henrique.

O jogo não podia ter começado de pior forma para os algarvios já que, depois de Cássio ter levado cartão amarelo aos 30 segundos, Licá numa disputa de bola com Otávio na quina da área, penteou a bola com a mão e Tiago Martins, depois de consultar o VAR, apontou para a marca dos 11 metros. Chamado a marcar, Taremi não tremeu e colocou os dragões na frente do marcador com apenas 5 minutos jogados, fazendo o seu décimo-quarto golo nesta edição da liga portuguesa.

Aos 15`, João Mário cortou uma tentativa de transição rápida do Farense e galgou uns metros antes de passar para Taremi no meio que fez um passe de morte para Toni Martinez já na grande área, rematar com a força suficiente para bater Beto, que ainda tocou na bola mas não conseguiu evitar o 2-0 para os azuis e branco. Apesar dos golpes iniciais, o Farense tentou manter-se fiel aos seus princípios e numa transição rápida, Pedro Henriques ficou cara a cara com Marchesín antes de Pepe aparecer in extremis para cortar a jogada.

O Porto aproveitou o adiantamento dos forasteiros e ainda antes dos 20 minutos fez o terceiro golo da partida, com Taremi a conduzir um contra-ataque antes de colocar a bola na profundidade entre TT e Cássio para Luis Diaz que atirou em arco a contar. A tarefa do 17º classificado ficava muito complicada e pior ficou quando, aos 29 minutos, Bilel foi expulso depois de uma entrada muito dura no tornozelo de Mbemba, deixando os algarvios a jogar com dez elementos.

A partir desse momento, o jogo, que estava competitivo com as duas equipas a tentarem atacar, tornou-se de sentido único em que os portistas beneficiaram da presença dos laterais na área para aumentar o leque das opções em ataque organizado. Se as tabelinhas no meio entre o segundo avançado Taremi e um outro homem que podia ser Otávio ou Luis Diaz não funcionassem, havia a opção de abrir jogo para João Mário ou Manafá que cruzavam para a área para Toni Martinez, avançado mais fixo com mais poder de fogo do que Marega.

Já na compensação da primeira parte, após um remate de ressaca de Jonathan Lucca, Pedro Henrique colocou a bola no fundo das redes azuis e brancas mas após o VAR ter sido consultado mais uma vez, foi  assinalado fora de jogo ao brasileiro no inicio da jogada. O jogo foi então para o intervalo com 3-0 no placar e antes do reatar do mesmo os dois treinadores decidiram fazer alterações. Enquanto Sérgio Conceição trocou Mbemba por Diogo Leite, Jorge Costa colocou em campo Madi Queta, Alex Pinto e Fabrício para os lugares de jogadores que tinham cartão amarelo ou que estavam em risco para a próxima partida, já a pensar na receção ao Tondela na próxima ronda.

O rumo dos acontecimentos continuou igual e Toni Martinez foi o primeiro a assustar Beto na segunda parte ao rematar de trivela ao lado, depois de uma boa combinação com Diaz para ganhar espaço, como foi habitual nesta partida. À hora de jogo chegou o quarto golo portista numa jogada semelhante aos outros três: recuperação de bola no seu meio-campo, Otávio controla a redondinha e abre entre linhas para Taremi que aproveitou para bisar na partida  em que somou também duas assistências.

O ritmo do segundo tempo foi bastante baixo fruto do jogo estar decidido sendo que os últimos 20 minutos de jogo foram utilizados por Sérgio Conceição para das minutos a suplentes como Evanilson, Francisco Conceição ou Fábio Vieira enquanto o Farense conseguiu fazer o primeiro remate á baliza dos dragões durante esse período. Apesar disso, a equipa portista ainda tinha gasóleo no tanque e aos 83´João Mário, após um passe espetacular de área a área de Marchesín, tirou um adversário do caminho e rematou cruzado para o quinto golo dos azuis e brancos.

Até ao final da partida, o Farense ainda reduziu por intermédio de Licá que intercetou um atraso defeituoso de cabeça de Diogo Leite para o guarda-redes e  contornou o mesmo para fazer o golo de honra dos algarvios que se mantêm em zona de despromoção. Já o FC Porto fez o que lhe competia para evitar que o Sporting fosse campeão no sofá e agora espera que os leões deslizem amanhã na receção ao Boavista para manter a esperança do título, pelo menos mais uma jornada.

 

Fonte da imagem: Twitter oficial FC Porto