Final Liga dos Campeões: Chelsea vs Manchester City – o fim amargo da armada portuguesa

Sete meses depois, a bancadas do Estádio do Dragão voltaram a ter público e logo no jogo decisivo da maior competição de clubes do mundo. Quase 17 mil adeptos viajaram de Inglaterra para a cidade invicta para assistir a uma final britânica.

De um lado, o City de Bernardo, Cancelo e Rúben Dias, recém coroados campeões da Premier League sob o comando o galardoado Guardiola. Do outro, um Chelsea que desde a chegada de Tuchel a Londres tem feito um final de temporada exemplar, garantindo um lugar no «top 4» do campeonato inglês.

No final da noite, assistiríamos à consagração dos “citizens” como um campeão inédito da prova ou ao retorno dos londrinos ao topo da montanha europeia.

Sem Cancelo, que não saiu do banco de suplentes, a equipa de Manchester foi a primeira a causar algum calafrio junto das redes adversárias, mas Sterling não conseguiu dar o melhor seguimento ao passe sensacional de Ederson.

No início, o jogo encontrava-se dividido, com ambas as equipas a criarem oportunidades de golo. Pelo Chelsea, Werner falhou de forma incrível o pontapé face à oposição de Rúben Dias. Logo de seguida, valeu o corte de Chilwell a impedir que a bola chegasse a Mahrez no segundo poste.

À medida que a primeira parte avança, notava-se um Chelsea mais confortável a defender, enquanto que os comandados de Guardiola demonstravam dificuldades criativas no último terço do terreno.

Contra uma equipa que não conseguia chegar constantemente com perigo à baliza de Mendy, os “blues” exploraram as debilidades defensivas da transição adversária, apanhando os atletas do City em contrapé.

Werner era o elemento mais perigoso em campo, atirando à figura de Ederson aos 14 minutos e à malha lateral apenas um minuto depois. O City era quem tinha mais bola, mas era o Chelsea que era a equipa mais perigosa.

Numa das raras ocasiões em que os “citizens” conseguiram passar da muralha defensiva londrina, Foden, na cara do guarda-redes, viu o seu remate ser travado por Rudiger. Em seguida, Mahrez não chega por centímetros ao cruzamento de Walker.

Apesar do contratempo de perder Thiago Silva por lesão, acabaria mesmo por ser o Chelsea a ir para os balneários em vantagem. Passe delicioso de Mount para Havertz, o alemão aproveita o mau posicionamento de Zinchenko para se isolar e ultrapassa Ederson para atirar para a baliza deserta.

Resultado justo à entrada para o intervalo, tendo em conta a produtividade de ambos o conjuntos.

Na segunda-parte, o Chelsea abrandou o ritmo da partida, fechando quase por completo os caminhos para a sua baliza. Os comandados de Guardiola pressionavam desesperadamente, contudo, a maior posse de bola não se traduzia em ocasiões claras de golo.

Os londrinos podiam inclusive ter arrumado com as contas do encontro ainda antes do último quarto de hora. Grande trabalho de Havertz ao colocar a bola em Pulisic e o recém-entrado atira ao lado com Ederson a tentar a mancha.

No último minuto de compensação, as esperanças do Manchester City finalmente caíram por terra. Aos 90+7,  Mahrez teve nos pés a última oportunidade de igualar o marcador, mas o remate do argelino passou a rasar a barra de Mendy.

Apito final e festa do Chelsea no relvado do Estádio do Dragão. Após perder a final na última época ao serviço do PSG, Tuchel atinge a redenção e conquista a sua primeira Liga dos Campeões por um clube que só tinha experenciado esta glória em 2012. Já a armada lusa sai de mãos a abanar, desperdiçando a hipótese de vencer a primeira final europeia da história do Manchester City.

Emoções à flor da pele num jogo impróprio para cardíacos, muito beneficiado pela presença dos adeptos nas bancadas.

Fonte da imagem: Chelsea Twitter/@ChelseaFC