O segundo, e assustador, dia do Euro

Suíça x País de Gales (1-1)

No Estádio Olímpico de Baku, Gales e Suíça fecharam as contas da primeira jornada do grupo A. Numa primeira parte morna, foram os helvéticos a ter mais bola (e muitos cantos), mais iniciativa, com Shaquiri a assumir a batuta. No entanto, as oportunidades flagrantes foram repartidas: primeiro Moore, aos 15 minutos, obriga Sommer a grande defesa; cinco minutos depois, foi Schar, de calcanhar, a testar os (bons) reflexos de Danny Ward. Daniel James era o único elemento britânico a esticar o jogo, mas esteve sempre desapoiado – Bale foi uma sombra (tal como Allen ou Ramsey) do que vimos há 5 anos, em França. Do lado suíço, o mais inconformado foi o benfiquista Seferovic – rematou muito e acabou por desperdiçar um excelente trabalho de pivô de Embolo, mesmo em cima do intervalo, atirando por cima.

A segunda parte foi mais animada – sobretudo, porque vieram os golos. Primeiro, no minuto 49, apareceu Embolo: num lance em que demonstra todo o seu poderio físico, levou tudo à frente e rematou para bela defesa de Ward; do canto, nasce o seu golo – cabeçada certeira na entrada da pequena área. Gales acordou com o golo consentido, mas sem resultados práticos. Foi aliás a Suíça, pelo suspeito do costume a criar perigo – Embolo errou o alvo por pouco, aos 64 minutos. No entanto, a vinte minutos do fim, e sobretudo após Bale recuar um pouco no terreno, jogando no miolo, atrás de Moore, os red dragons aumentaram a pressão, tiveram mais bola e…marcaram. Moore aproveitou um cruzamento tenso da direita, de Joe Morrell (jogo muito competente) e de cabeça empatou a partida.

Até ao fim, algum repentismo de Gavranovic (marcou, mas o golo foi milimetricamente anulado) e troca de bola a meio-campo. Num grupo onde a Itália parece ser bastante superior, prevê-se muito equilíbrio entre as restantes seleções.

Dinamarca x Finlândia (0-1)

No Parken Stadion, em Copenhaga, o duelo nórdico entre dinamarqueses e finlandeses, estreantes em grandes competições, teve apenas um sentido, o da baliza de Hrádecky. Forte pressão dos homens da casa, muitas triangulações, vários remates, muitos deles contra um muro vestido de azul, e com um Keeper muito seguro a aguentar o nulo no marcador. Depois, infelizmente, o que aconteceu nada tem a ver com futebol ou com desporto. As imagens que circulam pelo Mundo falam por si – que Eriksen recupere bem!

Após o reatamento, mais do mesmo. Dinamarqueses a carregar, a cercar a área da Finlândia. No entanto… quem não marca, sofre. No único remate finlandês na direção da baliza, Pohjanpalo fez o primeiro golo da Finlândia na história das grandes competições. Se a vida já estava complicada para os vikings de vermelho, pior ficou. Com as mexidas no seu onze, Kasper Hjulmand tentou acrescentar mais objetividade na sua equipa. Continuaram as bolas bombeadas para a área de Hrádecky. A um quarto de hora do fim, pontapé de penalty para a Dinamarca, por falta sobre Poulsen – mas Hojbjerg fez um passe ao guarda-redes contrário. Até final, mutos lances aéreos, muita bola dividida e perdas de tempo pela Finlândia. O coração dinamarquês não chegou…e a Finlândia fez história no europeu!

Bélgica x Rússia (3-0)

A jogar em casa (São Petersburgo), a Rússia cedo mostrou dificuldades frente a um adversário poderoso, que será um dos candidatos à vitória final. Sempre com bola, a Bélgica dominou os primeiros minutos e, após erro de Semyonov, Lukaku não perdoou – 1-0 aos 10 minutos. É verdade que os russos tentaram equilibrar a partida (em bolas paradas, essencialmente), mas sempre a custo (muitos jogadores da equipa da casa pareceram fadigados…) e sempre que os belgas permitiam. Por isso, sem surpresa, surge o 2-0 – incapacidade de despachar a bola da sua área, Shunin defendeu para a frente e Meunier, facilmente, empurrou para a baliza. Sem sere exuberante, mas eficaz, vantagem justa da Bélgica ao intervalo.

No segundo tempo, a Rússia mudou de sistema (passou para 3 centrais) e apresentou-se mais subida em campo. Só que a Bélgica, mais passiva e menos pressionante, deixou o tempo correr. Mesmo no final do encontro, Lukaku beneficiou de um magnífico passe de Meunier e faturou mais um. Desta forma, triunfo inequívoco da seleção belga, com uma atuação serena, mas autoritária. Temos claramente candidata!

 

Fonte de Imagem – BBC