EURO 2020 – Dia 15: tomba Portugal e choque checo

Chéquia x Países Baixos (2-0)

Jogo muito entretido e competitivo em Budapeste, entre checos e neerlandeses. Num primeiro tempo essencialmente equilibrado, foi a equipa laranja a assumir, quase sempre, as rédeas da partida – mais bola, mais cantos e mais rematas (mas com a Chéquia a sacudir a pressão e esticar o seu jogo). Ainda assim, as grandes oportunidades (digamos assim) foram repartidas: aos 38 minutos, Barak aparece isolado, e com tudo para fazer o golo, permite o corte de De Ligt; mesmo antes do intervalo, van Aanholt, também sozinho após ótimo trabalho de Depay, não conseguiu concretizar.

A segunda parte teve mais peripécias. Começou com maior dureza de parte a parte, com vários amarelos mostrados. A seguir, De Ligt borra a pintura e acaba expulso (lance duvidoso que obrigou o árbitro a consultar o VAR, decidindo este que a mão na bola do defesa cortaria um ataque perigoso). Por fim, aos 68 minutos, e após carregar sistematicamente na área neerlandesa, Tomás Holes aproveita uma bola no meio da área depois de um livre lateral, para inaugurar o marcador (Holes foi um dos melhores e, talvez, uma das revelações do europeu). Os Países Baixos afundaram-se em campo – perderam organização e lucidez – acabando, sem surpresa, por sofre o segundo, aos 80 minutos: novamente excelente trabalho de Holes, que deu o bombom ao goleador Schick (o checo não perdoou, fazendo o seu 4.º golo na prova). Nos minutos finais, a Chéquia controlou o jogo sem que a seleção do país das túlipa tivesse a reação necessária para, pelo menos, reentrar na discussão do resultado.

Passagem justíssima dos checos. Muito organizados, muito competentes e jogadores com qualidade técnica…nos quartos de final, olho neles!

Portugal x Bélgica (0-1)

No péssimo relvado de Sevilha, Portugal e Bélgica protagonizaram um dos grandes duelos dos oitavos de final (o outro, Inglaterra x Alemanha, será terça-feira). Numa primeira parte muitíssimo amarrada, Portugal teve ligeiramente mais bola, mas o contra-ataque belga provocou sempre calafrios. O primeiro (e único) de perigo lusitano foi o pontapé de Ronaldo, num livre, que obrigou Courtois a defender como pode. A Bélgica, sem fazer um jogo exuberante, marcou no seu único remata: após uma transição belga (mais uma), a bola é cortada à entrada da grande área e sobra para Thorgan Hazard, que desferiu um excelente pontapé – a bola levou efeito e traiu Patrício pela sua trajetória. Ao intervalo, resultado algo amargo para a turma de Fernando Santos.

No segundo tempo, Portugal esteve francamente melhor. Excluindo os contra-ataques belgas (ainda mais frequentes atendendo à desvantagem lusa e, a partir dos últimos 20 minutos, à clara subida das nossas linhas), a equipa nacional aumento a intensidade e foi dona da bola no jogo. João Félix e Ronaldo ameaçaram, Rúben Dias cabeceou com muito perigo (valeu Courtois estar na direção da bola), e Raphael Guerreira acertou no poste. De facto, a Bélgica foi tremendamente eficaz, tendo concretizado no único remata à baliza portuguesa. Do lado lusitano, houve organização, houve muita entrega (nos últimos minutos, grande superação de Pepe e Rúben Dias, por exemplo) e grande coração. Mas faltou aquela ponta de sorte que noutros jogos nos tocou. Ainda assim, imagem positiva da seleção nacional. A Bélgica jogará agora com a Itália, mantendo intactas as suas ambições de fazer história.

 

Fonte da imagem: jornal o Jogo