Argentina conquista a Copa América 2021

Após uma vitória por 0-1 no Maracanã, a Argentina volta a conquistar um título internacional novamente, algo que não ocorria desde 1993. É também o primeiro título internacional para o astro argentino Lionel Messi.

Onzes iniciais

Fonte da imagem: FlashScore

Ángel Di María, um anjo caído do céu

Sendo a maior competição de seleções da América do Sul e envolvendo dois conjuntos com um histórico intenso no mundo do futebol, este Brasil-Argentina foi um jogo recheado de ansiedade e pressão para as duas nações. Desde os primeiros momentos do jogo, as duas seleções mostraram que realmente ambicionavam ficar com o prémio final. Foi uma primeira parte com muito jogo físico, uma vez que as duas equipas procuravam mais o jogo individual das suas estrelas técnicas.

À medida que a partida se desenvolvia era notório o crescimento da seleção argentina no jogo que, apesar de ter a sua maior estrela completamente cerrada, conseguiu encontrar outros meios para chegar à vantagem. Ao minuto 21, após um exímio passe longo de De Paul a procurar a profundidade nas costas da defesa brasileira de Di María, o jogador do Paris SG rececionou a bola magicamente e, com um chapéu sobre Ederson, colocou os argentinos em festa.

A perseguição brasileira

Com a pressão do lado brasileiro a Argentina repousou-se no seu meio campo defensivo na segunda parte, de modo a segurar o resultado. Apesar do esforço, a canarinha não conseguia encontrar brechas na defesa argentina, numa segunda parte com poucas ocasiões.

Com a entrada de Firmino para o lugar de Fred, a seleção brasileira parecia crescer: Paquetá aventurou-se mais ofensivamente e Neymar estava menos isolado. O Brasil chegou mesmo a marcar, por intermédio de Richarlison. No entanto, o extremo brasileiro estava em posição irregular.

Com a esperança brasileira posta nos ombros de Neymar, o craque brasileiro não conseguia dar respostas, apesar de aparentar fazer tudo bem. A maior chance foi de bola parada, com o cruzamento de Neymar a sobrar para o recém-entrado Gabigol, mas Emiliano Martínez estava atento e segurou a vantagem.

À quinta é de vez

Após cinco finais perdidas, Messi pode agora descansar tranquilamente ao lado do seu troféu merecido. A jornada foi muito árdua para o capitão argentino e, com mais uma final, previa-se um Messi sedento pelo troféu, porém, a sua exibição não traduziu isso.

Competente e claro, Messi só beneficiou de uma ocasião de perigo em todo o jogo nos instantes finais. Podemos considerar curto, para um jogador deste calibre. O que podia ser um golo para o empate ou para a vitória noutra realidade, foi apenas um falhanço na madrugada de ontem.

Apesar de tudo, os deuses do futebol finalmente congratularam um dos jogadores que mais momentos prazerosos disponibilizou aos adeptos de futebol, Lionel Andrés Messi Cuccittini.

 

Fonte da imagem de destaque: Globo Esporte