Man. City não supera bloqueio saint e cede empate a zero no Etihad

Equipe treinada por Ralph Hasenhüttl faz partida taticamente perfeita e não sofre pouco contra o milionário ataque do Manchester City, que não consegue desfazer o nulo no marcador e vê assim o Liverpool escapar para o primeiro lugar da Premier League, sendo que também Man. United, Chelsea e Everton ainda poderão ultrapassar os cityzens na classificação.

A equipa de Pep Guardiola entrou com a mesma formação tática usada na sua sequência de três vitórias seguidas pela Premier League. O corriqueiro 4-3-3 é usado de forma em que Cancelo vai para o meio-campo e ataque, enquanto Kyle Walker retorna como um terceiro defensor formando uma espécie de 3-4-3 no ataque. No entanto, os 11 iniciais foram modificados por conta do rodízio de peças. Assim, Aké, Fernandinho e Sterling entraram para dar fôlego à equipa que jogou no meio de semana pela Champions League. Por outro lado, o Southampton que procura voltar ao caminho das vitórias após dois empates seguidos pela Premier League, preparou a mesma formação, mas com jogadores diferentes. O usual 4-4-2 de Ralph Hasenhüttl trouxe três novidades para o Etihad Stadium. As entradas dos defesas Kyle Walker-Peters e Jan Bednarek, além da presença do avançado Che Adams, foram as grandes inovações para o duelo deste sábado (18).

A princípio, os visitantes não sentiram a pressão dos adeptos adversários. Nos primeiros 15 minutos, o Southampton manteve a maioridade da posse de bola, construindo jogadas procurando os avançados pelo lado esquerdo de ataque. Ao mesmo tempo, em que a bola estava com o Manchester City, os saints utilizavam-se de uma marcação alta para retomar rapidamente a posse da bola. Em contraste, os blues sentiram-se pressionados e enjaulados pela marcação do adversário. Deste modo, o jogo de Guardiola não fluía, como esperado. Passados a pressão inicial do Southampton, através de Grealish e Gabriel Jesus, o Manchester City começou a possuir mais a bola e propor algumas jogadas. Com isso, foi possível escapar da marcação através das triangulações rápidas do meio-campo e das jogadas individuais, com avanço dos médios para dentro da área adversária.

Bernardo Silva foi um dos três portugueses em campo

Desta forma, o ataque móvel proposto por Guardiola começa a dar efeito. As primeiras oportunidades para o lado azul surgem conforme os avançados do City flutuam em campo para confundir os centrais adversários. Além disso, a entrada rápida dos médios para dentro da grande área como fator surpresa é algo que a defesa do Southampton por vezes não conseguiu acompanhar. Mesmo assim, passados 30 minutos de jogo e ainda nenhum perigo real à baliza de McCarthy.

Sem inspiração no último terço do campo e sem qualquer espaço para uma criação de passes criativos pelo meio de campo. As duas equipas propuseram um jogo lento e preguiçoso, conforme o primeiro tempo encerra-se sem golos. O destaque fica por conta da grande atuação da defesa do Southampton que não sofreu perigos reais de um dos maiores ataques do futebol mundial. A precisão de compactação dos médios e a coordenação tática dos defesas fazem com que os saints terminassem a primeira etapa confortável com o empate. A maior deceção fica por parte dos donos da casa que necessitavam da vitória para manter-se nas primeiras posições.

O prognóstico inicial da segunda etapa permaneceu o mesmo. A equipa de Guardiola não conseguiu encontrar maneiras de furar o bloqueio bem postado na defesa do Southampton. Ao mesmo tempo, em que os visitantes jogaram de maneira inteligente, esperando o erro do City. Para o segundo tempo, Guardiola modificou o seu ataque, deixando Gabriel Jesus como ponta de lança e deslocando Sterling para a extrema-direita. Como consequência, a equipa do técnico espanhol preparou diversas jogadas com bolas levantadas em direção a Jesus.

Southampton fechou todos os caminhos para a sua baliza

Por diversas vezes, a saída de entre a defesa e o meio-campo não funcionava com Fernandinho de médio defensivo. Isto ocasionou diversas bolas perdidas com perigo. Como resultado, exatamente quando Kyle Walker tentava criar uma trama, a marcação adversária rouba a bola deixando toda defesa do City exposta para um contra-ataque. Assim,  Che Adams recebe passe entre os defensores do City, mas é derrubado pelo mesmo Kyle Walker. O juiz instantaneamente apita o penálti. Em seguida, o VAR foi chamado para revisão e o juiz retirou a marcação da penalidade máxima. O técnico do Manchester City entendeu o momento mau da sua equipa, principalmente no meio-campo, e colocou para jogo De Bruyne no lugar de Fernandinho. Além disso, Mahrez entrou no lugar de Jesus para incorporar, junto com o médio belga, a habilidade do arremate de longa distância para quebrar o paredão vermelho e branco do Southampton.

Conforme o tempo passava, a equipa do técnico Ralph Hasenhüttl se mantinha calma e inteligente. Ao contrário, os blues mesmo com as alterações carregavam uma ansiedade a mais por se tratar de um jogo importante para as pretensões de título do atual campeão inglês. No entanto, com 75 minutos de jogo, nem sequer uma vez a bola chegou à baliza de McCarthy. Quem parecia jogar em casa, na verdade, era o Southampton. A equipa do sul da Inglaterra toma gosto da partida ao ocupar o setor ofensivo de jogo e ganhar a disputa de bola por inúmeras oportunidades.

Sterling viu o VAR anular-lhe o que teria sido o golo da vitória

As duas linhas de quatro jogadores provou ser uma estratégia valiosa para a conquista de um ponto fora de casa para o Southampton. Foi nítido como a disciplina tática principalmente dos médios visitantes suportou e ganhou diversas disputas em dois terços do campo. Ao passo em que parecia tudo decidido, aos 90 minutos após um tiro de canto do City, a bola fica com Cancelo que joga para De Bruyne no lado esquerdo, que cruza em direção à Foden e de cabeça obriga Mccarthy a realizar uma defesa milagrosa. Mesmo assim, Sterling ainda pega a sobra e joga para o fundo das redes. Etihad explode em emoção, mas só por alguns segundos. Novamente o recurso tecnológico é chamado, em que deflagra o fora de jogo do avançado inglês. Ainda com alguns minutos restantes, a decisão do VAR faz com que o estádio e a própria equipa do Manchester tenham entusiasmo transformado em desilusão, destruindo qualquer poder de reação dos blues.

Com o apito do juiz, o empate foi determinante para ambas as equipas. Por um lado, a deceção, por parte do City, sobretudo pelo baixo desempenho aliado à fraca disposição técnica face ao seu adversário. Contrário a isso, o Southampton sai com um ótimo resultado empatando contra o atual campeão da Premier League.

11 do Manchester City: Ederson, Cancelo, Aké, Ruben Días, Kyle Walker, Fernandinho, Bernardo Silva, Gundoghan, Gabriel Jesus, Grealish e Stearling.

11 do Southampton: McCarthy, Walker-Peters, Livramento, J. Stephens, Bednarek, Oriol Romeu, Ward-Prowse, Adam Armstrong, Che Adams, Redmont, Elyounoussi.

 

Artigo da autoria de Kayalu Da Silva

Fonte das imagens: Twitter @ManCityPT; @premierleague

Alexandre Dionisio

Desde pequeno fui levado ao mundo do futebol, inicialmente enquanto júnior no Ginásio Clube de Alcobaça, clube da minha cidade, e agora mais velho enquanto espetador assíduo do mágico desporto que tanto nos emociona. Com uma licenciatura em Ciências da Comunicação na bagagem e um mestrado em Jornalismo em curso, acompanho cada jogo com a máxima emoção. Que isso nunca mude.