Benfica cimenta liderança isolada com triunfo na Luz frente a uma Pantera destemida

Na penúltima partida que restava por disputar na sexta jornada da Liga Bwin, o Benfica recebeu e venceu o Boavista no Estádio da Luz por 3-1. Com Darwin a bisar pela segunda jornada consecutiva e Julian Weigl a estar em destaque tanto no golo sofrido pelas águias como logo a seguir, ao repôr a vantagem na partida, os pupilos de Jorge Jesus continuam sem conhecer um resultado que não o triunfo no campeonato e alargam distâncias para os rivais diretos.

Jorge Jesus operou três mudanças em relação ao embate frente ao Dínamo de Kiev, trocando Morato por Vertonghen, Gilberto por Diogo Gonçalves e Everton por Darwin Nunez. Frente a um Boavista que procurava regressar às vitórias, após dois empates frente ao Vizela e Portimonense, os encarnados tentaram tomar as rédeas do encontro bem cedo, dispondo da primeira oportunidade de golo aos oito minutos. Lucas Veríssimo lançou Yaremchuk pelo corredor direito, aproveitando a subida dos três centrais boavisteiros e o ucraniano serviu de seguida Darwin, que esperava no centro e armou um remate de calcanhar que não levou a melhor trajetória. No entanto, o avançado uruguaio não haveria de desperdiçar à segunda tentativa, aos 13 minutos. Grande cruzamento a partir da direita por parte de Diogo Gonçalves, que passou por toda a defensiva axadrezada e só parou na cabeça do avançado, que aguardava ao segundo poste e fuzilou a baliza de Bracali, assinalando o seu terceiro golo na temporada.

Entrada positiva dos encarnados, que pretendiam alargar distâncias para FC Porto e Sporting e, ao mesmo tempo, vingar a derrota por 3-0 sofrida no Bessa na temporada passada. Sereno, confiante e mais importante ainda, dominante, o Benfica continuou instalado no meio campo do Boavista depois do golo, ainda que escasseassem as oportunidades de perigo, muito por a equipa de João Pedro Sousa ter aceite a subida de linhas da Luz e dado mais importância a não sofrer o segundo golo do que propriamente a sair em procura da igualdade. Apenas na marca da meia hora de jogo foi quando o Boavista conseguiu o primeiro remate da partida, saído do pé esquerdo de Petar Musa que, isolado e ainda bem longe da baliza encarnada, armou um remate potente que obrigou Vlachodimos a uma defesa para fotografia. E logo a seguir, quando nada o fazia prever, o Boavista empatou o jogo. Weigl foi desarmado por Sebastián Pérez à entrada da sua grande área, numa perda de bola nada usual do alemão e Gustavo Sauer surpreendeu tudo e todos com um belo remate em arco que não deu hipóteses de defesa ao guarda-redes grego e repôs a igualdade no marcador.

No regresso ao relvado, Diogo Gonçalves foi rendido por Valentino Lázaro no Benfica e Gorré deu o lugar à estreia de Paul-Georges Ntep no Boavista. O Benfica, por intermédio de Rafa, procurava desequilibrar nos flancos e arranjar espaço para lançar bolas aéreas em busca de Darwin ou Yaremchuk, enquanto que a Pantera fazia de Sauer o seu homem designado para experimentar remates de longe, não tivesse ele sido o responsável pela obra-prima que foi o golo boavisteiro do primeiro tempo. Aos 52 minutos, o avançado ucraniano das águias fez o seu primeiro teste às luvas de Bracali, após um primeiro tempo algo apagado e em que a sua função passou mais por arrastar os centrais e criar espaço para os seus companheiros, mas o guarda-redes brasileiro esteve à altura, negando a tentativa. De seguida foi Veríssimo que esteve perto do 3-1, aparecendo na grande área para responder a um bom cruzamento de Grimaldo, mas o cabeceamento saiu demasiado por cima.

Apesar de algum desperdício, aos 61´, não houve ninguém que pudesse apontar um dedo à jogada que deu azo ao terceiro golo dos encarnados. Weigl lança uma bola longa e impecável nas costas de Rodrigo Abascal que encontrou Rafa e o internacional português só teve que servir de bandeja Darwin, que bisou pela segunda jornada consecutiva e garantiu assim uma margem mais confortável para a sua equipa. Uma bela jogada de golo que não só acalmou os encarnados, que tinham cometido algumas faltas cada vez mais perto da sua área devido à subida de linhas do Boavista, mas também serviu para atenuar e bem as esperanças do adversário, que vinha mostrando-se cada vez mais perigoso e que, apesar de ter sofrido, quase reduziu logo depois quando Musa desviou um cruzamento vindo da direita, falhando por pouco o alvo. Jesus renovou o ataque na fase final do encontro, levando a jogo Everton, Rodrigo Pinho, Pizzi e Morato e o extremo brasileiro, bastante contestado pelos adeptos nos últimos tempos, quase ampliou a vantagem encarnada com um cabeceamento perigoso aos 78´, mas Bracali negou-lhe o primeiro golo da época. Também Vlachodimos não se escapou de ser chamado novamente a intervir, com Petar Musa a voltar a tentar um golo que trouxesse esperanças, mas o grego não estava inclinado para abébias e respondeu à altura. O Boavista merece crédito pela crença, não tendo cessado de procurar um golo até ao fim do jogo, mas acabou por ficar pelos caminhos, sendo que os encarnados mantiveram-se coesos e terminaram os 90 minutos sem mais calafrios junto da sua baliza.

O Benfica continua assim com um registo 100% vitorioso na Primeira Liga e cimenta a sua liderança isolada na tabela, passando a somar 18 pontos, mais quatro que FC Porto e Sporting. O Boavista, por sua vez, soma o terceiro jogo consecutivo sem vencer e fecha a sua participação na sexta jornada no sexto lugar, com oito pontos, os mesmos que Gil Vicente, SC Braga (que ainda vai defrontar o Tondela) e Paços de Ferreira.

Fonte da imagem de capa: Twitter @olhaoquete2igo

Alexandre Dionisio

Desde pequeno fui levado ao mundo do futebol, inicialmente enquanto júnior no Ginásio Clube de Alcobaça, clube da minha cidade, e agora mais velho enquanto espetador assíduo do mágico desporto que tanto nos emociona. Com uma licenciatura em Ciências da Comunicação na bagagem e um mestrado em Jornalismo em curso, acompanho cada jogo com a máxima emoção. Que isso nunca mude.