Sporting é derrotado pelo Dortmund e continua a zeros na Champions

Dois jogos, zero pontos, um golo marcado… O Sporting viajou hoje até ao Signal Iduna Park para defrontar o Borussia Dortmund, na segunda jornada da Liga dos Campeões, e saiu derrotado por 1-0 pela equipa de Raphael Guerreiro, que começou a titular. Num jogo onde os leões não mostraram capacidade para ferir a baliza auri-negra, o Dortmund dominou e até inseriu a bola por quatro vezes nas redes lusas,  mas apenas uma foi em situação regular, com Malen a desbloquear o marcador aos 37 minutos.

Rúben Amorim operou duas mudanças em relação ao último triunfo sobre o Marítimo para o campeonato, deixando Rúben Vinagre (exibição frente ao Ajax deixou muito a desejar) e Nuno Santos no banco e promovendo Matheus Reis e Tiago Tomás para os seus lugares no 11 titular. Marco Rose, por sua vez, também fez duas alterações em relação ao 11 derrotado por 1-0 pelo Borussia Monchengladbach na Bundesliga, trocando Pongracic e Moukoko por Marco Reus, que regressou de lesão, e Thorgan Hazard.

O jogo começou de forma bastante intensa, com ambas as formações a demonstrarem muita raça na disputa dos lances individuais. Quem se ressentiu com essa intensidade inicial foi o médio alemão Mahmoud Dahoud que, nem com três minutos volvidos, lesionou-se numa disputa com Tiago Tomás, que não teve qualquer culpa no lance, e obrigou Marco Rose à primeira alteração da partida, com Julian Brandt a ser lançado. Assente num 4-3-3 sem um ponta de lança fixo, face à ausência de Erling Haaland, o Dormund ficou dono e senhor do esférico mal aqueles primeiros minutos de maior dividida nos lances terminaram. Procurando ganhar espaço nas costas do trio defensivo dos leões, os alemães faziam dos passes rápidos e das combinações as suas armas para ultrapassar a primeira linha de pressão do Sporting e depois procurar o passe longo ou o cruzamento para o espaço entre os centrais. O Sporting também se mostrou algo errático no primeiro terço, ficando na memória uma “rosca” de Coates que foi parar aos pés de Reus. Só não houve perigo devido à pronta reação de Adán, a evitar um início como o frente ao Ajax.

Depois de TT ter ficado a dois passos de conseguir finalizar uma excelente insistência de Paulinho, o Dortmund também não se escapou de um pequeno susto à entrada da sua área. Aos 23´, Hummels mostrou-se demasiado relaxado enquanto saía a jogar e passou diretamente para Paulinho, que atirou para as bancadas. No período em que o Sporting começava a crescer na partida (Coates até ameaçou um golo acrobático), o Dortmund foi supersónico, letal e, após já ter marcado de forma ilegal, chegou à vantagem, desta vez a valer. Numa jogada de construção rápida, a bola foi da defesa ao ataque em apenas três passes, sendo Bellingham o assistente de serviço e Donyell Malen, o recetor. O holandês ganhou a dianteira a Feddal e desviou a bola de Adán o mais possível, estreando-se a marcar no Borussia Dortmund e na Champions League.

No regresso ao segundo tempo, Marco Reus também foi servido pelo médio inglês nas costas de Feddal e bateu Adán, mas o lance foi invalidado devido a fora de jogo, sendo que o aviso estava lançado, caso o golo não tivesse sido suficiente. O Sporting acusou bastante o golo, à semelhança do jogo frente ao Ajax, e não conseguia mostrar a criatividade para inventar lances a partir do meio campo alemão (como, a espaços, conseguiu na primeira parte, apesar da falta de remates perigosos). Rúben Amorim entendeu isso mesmo e, aos 58´, procedeu à primeira alteração da sua equipa, trocando um esforçado mas inofensivo Tiago Tomás para a entrada de Nuno Santos. Os alemães, na última meia hora de jogo, estavam mais retraídos mas nunca inibidos de avançar quando achavam o que era o momento ideal. Prova disso foi o minuto 64, onde um contra-ataque rapidíssimo da equipa de Rose só não deu em golo, com Coates novamente a pecar no momento do alívio, porque o uruguaio emendou logo o erro e cortou o remate de Raphael Guerreiro.

Aos 73´, Malen voltou a marcar mas a bandeirola do juiz de linha também voltou a levantar, naquele que foi o sétimo fora de jogo assinalado à equipa alemã. A entrada de Nuno Santos pouco (ou nada) tinha feito para melhorar o volume ofensivo dos leões, praticamente inexistente na segunda parte e, nesse sentido, Amorim foi pondo toda a sua carne no assador, levando a jogo Jovane, Tabata, Esgaio e Daniel Bragança na fase final do jogo, em busca de não só frescura mas de que alguém conseguisse vestir a capa de herói e silenciar a sempre barulhenta (ainda que a meio gás) Yellow Wall. Esse herói nunca chegou a aparecer, também porque o Dortmund não abriu qualquer espaço para que ele aparecesse, mantendo o controlo completo da partida frente a um Sporting que entrou de forma aguerrida, teve bons indícios no primeiro tempo mas que nunca conseguiu ser uma verdadeira ameaça para os auri-negros, que apenas tiveram um único remate direcionado à sua baliza.

O Sporting soma assim a sua segunda derrota consecutiva na fase de grupos da Liga dos Campeões e mantém-se no fundo do grupo C, com zero pontos. O Borussia Dortmund, por outro lado, cola-se ao Ajax no topo da classificação com os mesmos seis pontos dos holandeses, que venceram hoje em casa a formação do Besiktas por 2-0.

Fonte da imagem de capa: Twitter @andresNadf

Alexandre Dionisio

Desde pequeno fui levado ao mundo do futebol, inicialmente enquanto júnior no Ginásio Clube de Alcobaça, clube da minha cidade, e agora mais velho enquanto espetador assíduo do mágico desporto que tanto nos emociona. Com uma licenciatura em Ciências da Comunicação na bagagem e um mestrado em Jornalismo em curso, acompanho cada jogo com a máxima emoção. Que isso nunca mude.