Manchester City vs West Ham: um vendaval em tons de branco e azul-claro

Jogo de elevada importância na Liga Inglesa de futebol. Na 13ª jornada, o Manchester City, com Rúben Dias, João Cancelo e Bernardo Silva a titulares, recebeu no Etihad Stadium o sempre difícil West Ham.

Com apenas três pontos a separarem as duas equipas, este era um confronto entre terceiro e quarto classificados respetivamente. A derrota não era opção para nenhum dos conjuntos, pois corria-se o risco de deixar o Liverpool e o Chelsea isolados na luta pelo primeiro lugar.

Envoltos numa receção invernal, ambos os treinadores não fizeram grandes mudanças táticas à entrada para esta partida.

Pep Guardiola manteve a sua aposta no tradicional 4-3-3, preferindo mais uma vez Sterling ao invés de Jack Grealish na frente de ataque. Do outro lado, David Moyes não se afastou da sua ideologia mais conservadora e defensiva, colocando Masuaku no lugar de Jarrod Bowen para melhor conter as transições adversárias, complementando assim o seu esquema de 4-2-3-1.

Logo a partir do apito inicial, os campeões ingleses assumiram o controlo do jogo, procurando a velocidade de Sterling e de Mahrez para causar  desequilíbrios na defesa contrária. Na resposta, os londrinos focaram-se nos contra-ataques e nos cruzamentos à procura da presença de Michail Antonio no coração da área, embora poucas vezes fossem eficazes nesse processo.

Aos 8 minutos de jogo, Kyle Walker pegou na bola e disparou um míssil de longa distância que saiu muito perto do poste esquerdo. Estava dado o aviso para aquilo que iria ser a primeira-parte. Com a esmagadora maioria da posse de bola (69%), os primeiros 45 minutos pertenceram quase exclusivamente aos comandados de Guardiola.

Sem conseguir sair com a bola dominada, os “Hammers” limitaram-se a conter a pressão da equipa da casa, obrigando os laterais a cuidados redobrados. No setor ofensivo, Antonio nunca conseguiu livra-se da marcação de Rubén Dias e Benrahma demonstrava estar numa tarde desinspirada.

Sem grandes preocupações do ponto de vista defensivo, o sufoco do City, ironicamente, aumentou à medida que o nevão que caía em Manchester se intensificava.

Quando o relógio marcava 17 minutos, Aymeric Laporte subiu às alturas para responder ao pontapé de canto de Gündoğan, com o cabeceamento a levar a bola a roçar o poste direito. Imediatamente a seguir, Mahrez isolou-se na grande área e atirou para o fundo das redes, Contudo, após análise do VAR, o golo foi anulado por fora de jogo.

Só depois da meia-hora de jogo é que se fez justiça no resultado. Mahrez, em mais uma transição ofensiva pelas laterais, conseguiu fazer o passe para Gündoğan que, com relativa facilidade, colocou a bola na baliza.

1-0 no marcador, resultado este que se manteve até ao intervalo mas que podia ter sido pior para os visitantes, não tivesse o pontapé de Mahrez aos 42 minutos embatido no poste.

O segundo tempo viu um confronto ainda mais tático e metódico do que na primeira metade do jogo.

Os “Citizens” mantiveram o seu critério no controlo  do esférico, no entanto, não foram capazes de explorar o espaço entre os defesas. Já os visitantes, apesar de mais pressionantes, continuaram sem a criatividade suficiente para causar estragos à equipa da casa.

Tanto o City como o West Ham não tiveram capacidade para criar oportunidades claras de golo e só mesmo em cima dos 90 minutos é que os adeptos voltaram a festejar.

Recuperação de bola ainda no meio-campo do West Ham, Gabriel Jesus descobre o recém entrado Fernandinho na área e o médio brasileiro a bater o guarda-redes com um remate rasteiro para o canto inferior esquerdo da baliza. Nem mesmo o golaço de Lanzini no tempo de compensação foi suficiente para voltar a introduzir os “Hammers” na discussão do resultado.

Resultado final de 2-1 a favor do grupo orientado por Guardiola, que salta para o o segundo lugar da tabela classificativa. Já o West Ham permanece no quarto lugar da classificação, agora com os mesmos 23 pontos do Arsenal.

Fonte da imagem: Premier League Twitter/@premierleague